A PÉTALA

Eu botei uma poesia na boca
e deixei-a espalhar-se, como saliva,
pelo meu corpo moreno.

E dancei, alegre,
com as sensações que me trazia,
feitas de sons e ar,

e delirei, calmo,
com as impressões profundas
do seu leve, certeiro vagar.

Eu botei uma pétala na boca
e senti o sabor da primavera,
que vive em todas as estações.

(Guebo)

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