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BUDA (NATUREZA)

o Buda Primordial
a Natureza Primordial
o espaço básico
o céu

a natureza de Buda
a natureza da realidade
e de nós mesmos

o espaço primordial
o espaço livre de elaborações
o espaço silencioso interior
a base primordial sem composição
a base não construída
a presença silenciosa
o estado natural não fabricado
a ausência de chão

a natureza livre da mente
a natureza vazia e luminosa
a natureza de silêncio
a natureza lúcida

Darmakaya
Bodicita absoluta
Vacuidade
Compaixão

a natureza absoluta
a realidade última
a mente imutável
a mente não-dual
a mente pura detrás das ilusões
o aspecto secreto

a liberdade diante das aparências e do carma
a liberdade original
a liberdade natural
a natural liberdade

a natureza aberta
o coração aberto
a bondade fundamental
a bondade imparcial e irrestrita
a pureza primordial que exala positividade
a sanidade básica
a dignidade básica

a simplicidade natural
a mente sem tendência e perturbação
o lugar não abalado pelas bolhas
o lugar livre de sofrimento
a fonte de relaxamento e lucidez

a satisfação além das condições
a paz espontânea e definitiva
a felicidade incondicionada
a alegria sem limites
a grande bem-aventurança

o aspecto sutil que rege a vida
a inteligência maior
a inteligência que gera o Darma
a mente viva e brilhante
a magia

a luminosidade
a interdependência
a interconexão de todos os seres
o fluxo
a criatividade
o brilho
a vida
a grande mandala

a natureza livre de qualquer pessoalidade
a mente iluminada
o Desperto
o Não-Nascido
o Guru

Samantabadra
Kuntuzangpo
nossa verdadeira natureza
nossa natureza
Natureza
Buda.

(Guebo)

TUDO REPOUSA NO SILÊNCIO

tudo repousa no silêncio

o barulho mais ensurdecedor
a alegria mais extasiante
o poema mais épico
a dor mais cortante

o horror mais duro
a canção mais bela
o desejo mais quente
a amizade mais forte

tudo repousa no silêncio

(Guebo)

SILÊNCIO

I

Aqui estou
e sinto.
Os sons me alcançam.

Há silêncio
sob sons,
sob desejos,
sob emoções,
sob pensamentos.


II

Aqui estou
agindo.

Percebo
      o Guebo
            o ego
em movimento.

O mundo
movendo.


III

Há silêncio
sob as falas,
sob os versos,
sob as ações.

Sou o silêncio.

Silenciosamente
escrevo.


(Guebo)

SILÊNCIO E SOM

Silêncio é doçura
Som é carinho
Um é cura
O outro, caminho

(Guebo)


SILÊNCIO (II)

Não posso ter silêncio
Em casa, na rua
Ou em qualquer lugar.

Pois é ele quem me tem
E a todas as formas:
Pensamentos, sons, corpos.

É minha origem e
Meu espaço de dança.

Nele soamos

Nele somos

Ele somos.

(Guebo)

CASA DE SENTIR

Em casa me sinto bem.
Na mata, no rio, na areia
No mar, no céu, na estrela
E no meu lar de terra.

Nu alimento que integra
Nu som que harmoniza
Nu silêncio que contempla
O ser.

(Guebo)
PACIÊNCIA

Paz...
Paz...
Paz...

Paz...
Paz...
Paz...

Paz...
Paz...
Paz...

...
...
...

...
...
...

...
...
...













Ciência
da paz.

(Guebo)
SIMPLIFICAR

simples ficar
no coração

ser
de
silêncio

de passagem
da música
do ar.

(Guebo)
EM SILÊNCIO

Silêncios são raros
na perdição dos dias
das horas que tenho
e são minhas.

Momentos claros
em que rabisco e
sou descarado, quando
me sento a desatar nós,
estralar costas e
o pescoço doído.

Quando me arrisco
e não sei - sou
o que estou
fazendo.

(Guebo)
SER

Ao interior,
no interior,
silêncio,
som,
amor.

Paz anterior:
raízes no chão.
Luz anterior:
pétalas no ar.

Maré da respiração,
pulsar do coração,
vibração, ponte, tambor
do silêncio ao som,
da solidão ao amor.

Ao interior,
nu interior,
silencio...
soo...
amo...

Ser Poesia.
Sabedoria.

(Guebo)